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Características nutricionais

 

 

 

Composição da beterraba

 

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A beterraba tem metade da proteína dos cereais mas um teor de energia quase igual. A diferença radica em que nos cereais a energia provém do seu teor em amidos e na beterraba no seu teor em açúcares. Por esta razão a beterraba é considerada como um concentrado. Possui melhores teores em Cálcio, Sódio, Potássio e Magnésio, mas menores em Fósforo. A qualidade da sua Fibra é muito boa pois não contém Lignina e por isso a sua Digestibilidade é também muito alta.

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Comparação Nutricional

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Em dietas ricas em concentrados a beterraba melhora a sua qualidade pois aumenta o conteúdo em fibra de alta qualidade. A beterraba melhora a palatabilidade de dietas com subprodutos menos palatáveis. A beterraba debe substituir quantidade  equivalente de energia da dieta.

 

ALIMENTAÇÃO  E TRANSIÇÃO

 
  1. A primeira semana é o momento mais importante para prevenir a acidose. Nunca incluir a beterraba na dieta diária sem que se reduza a sua quantidade de energia equivalente do restante concentrado
  2. Introduzir a beterraba pouco a pouco até que se atinja a dose recomendada fazendo a transição num período nunca inferior a  7 dias
  3. Nunca  fornecer ad libitum a animais recém-chegados à exploração  que se encontrem com fome . É muito importante assegurar uma transição correcta  a estes animais
  4. A beterraba deve ser fornecida a todas as refeições , não apenas só de manha ou pela tarde, de forma garantir a estabilidade das condições do rúmen
  5. A ingestão muito rápida de beterraba pode desencadear a acidose. O problema reduz-se quando a ingestão se reparte ao longo do dia. Com o maneio alimentar adequado uma vaca pode ingerir até 20-25 kg vaca/dia. As ovelhas e cabras até 2-3 kg ovelha/dia
  6. O principal problema na alimentação com a beterraba é a ingestão de terra. As beterrabas com mais de 5% de terra devem ser lavadas, especialmente no caso de serem ensiladas.
  7. Ainda que tanto ovelhas e vacas possam comer as beterrabas inteiras, é preferível que estas sejam picadas e misturadas com outras forragens, para evitar picos de altas concentrações de açúcar no  rumen. Este cuidado é menos importante quando a beterraba possui menos de 18 % de MS
  8. Assegure que todos os animais têm acesso à beterraba picada ao mesmo tempo, para evitar que os primeiros animais comam mais beterraba que os últimos a ter acesso a esta..
  9. A beterraba com folhas poderá conter níveis elevados de Nitratos provocando intoxicações ligeiras,sobretudo se fôr recém colhida e fornecida em grandes quantidades. Si se orea 5 días los Nitratos se reducen.
  10. A beterraba é muito rica em energia mas pobre em proteína. Daí que seja absolutamente necessário equilibrar a dieta complementando com proteína de outras fontes alimentares.
 

 

 

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Benefícios adicionais da Beterraba: BETAÍNA

A  beterraba é conhecida por conter níveis excepcionalmente altos de Betaína. Trata-se de um nutriente que aparece de forma natural na beterraba e nos seus subprodutos tais como a polpa de beterraba e o seu melaço. A Betaína é amplamente utilizada como aditivo em alimentos compostos de qualidade, na sua forma purificada, normalmente na forma de Betaína-anhidra, monofosfato de Betaína ou cloridrato de Betaína.

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A Betaína está implicada no metabolismo proteico e energético (Eklund et al., 2005). Há uma evidência crescente de que a Betaína possa ter um impacto positivo tanto no rendimento dos animais como na qualidade da sua carcaça (Eklund et al., 2005). A suplementação em Betaína das dietas para o gado aumentou ao longo da última década. A Betaína protege os micróbios intestinais contra as variações osmóticas e melhora a fermentação microbiana ruminal, melhorando a digestibilidade da fibra e a absorção dos minerais (Eklund et al., 2006a, b; Ratriyanto et al., 2009). Estimula o crescimento e a actividade das bactérias em todo o tubo digestivo beneficiando assim a saúde em geral. A betaína ajuda a controlar o stress osmótico que se produz durante os processos diarreicos como a coccidiose (Eklund et al, 2005). Nos ruminantes, a suplementação dietética com produtos da beterraba açucareira ricos em betaína melhora a fermentação microbiana da fibra neutra-detergente, que se reflete no aumento da produção ruminal de ácidos gordos voláteis (Wiedmeier et al., 1992). A Betaína é capaz de substituir a metionina como um dador de grupos metilo apoiando ou mesmo substituindo a metionina noutros importantes processos fisiológicos. Por estas razões a betaína é muita vezes referida como um eficaz protetor hepático, benefício muito importante em animais de alta produção de leite e durante o chamado período de transição.